Alvorada
  • Postado em 15/11/2012    |   12:19

Os mochileiros chegam à cidade de Santiago

Uma visita à casa de Pablo Neruda, ao museu de arte Pré-Colombiana e Estações de Esqui.

Dois desertos cruzaram nosso coração e o silêncio da imensidão era nossa  companhia mais ilustre. Enquanto o planeta ficava na vigília das conspirações humanas, passeávamos por sua pele, ainda mais conscientes e contentes com o longo caminho a percorrer. Depois de passar um bom tempo em meio à uma natureza selvagem e reveladora, era hora de voltar à civilização, nosso próximo destino, Santiago, a capital do Chile, nos aguardava e da janela do ônibus, o oceano Pacífico acalentava a nossa espera.

Diferentemente de outras cidades da América do Sul que visitamos, em Santiago, a cultura Inca e seu imenso simbolismo, não tivera uma forte influência nessa cidade e sim outra civilização da história Pré-Colombiana, a Mapuche, que conseguiu estabelecer-se na região central do Chile, resistindo ao constante assédio do império Inca.

Santiago é uma cidade de aproximadamente seis milhões de habitantes e, como toda grande metrópole, possui um clima peculiarmente cosmopolita: gente de todas as partes do mundo, shoppings, cafés, museus, bares e um trânsito bem agitado. A sutíl diferença reside no clima romântico existente no ar, onde é possível observar pelas suas praças e parques, pessoas desfrutando de um final de tarde com direito a manifestações de afeto entre famílias, casais e amigos. O cenário fica ainda mais perfeito com a visão dos picos nevados da Cordilheira dos Andes.

O bairro Bella Vista foi nossa escolha natural de hospedagem, visto que fica numa região estratégica, próximo aos principais museus e parques, além de dispor de uma vida noturna bem agitada. As distâncias que não se podiam cobrir a pé, fazíamos de metrô, transporte muito organizado e de fácil orientação. A subida aos Cerros San Cristobal e Santa Lucia dão uma vista maravilhosa de toda a cidade.

 

 

Ao chegar em Santiago, não deixe de visitar a Plaza de Armas e o Museu de Arte Pré-Colombiana, que possui um rico acervo da cultura Mapuche, Inca, Maia e Asteca. Outro museu que vale uma visita é o de Belas Artes, com exposições de diversos artistas contemporâneos. Mas o indispensável mesmo é conhecer “La Chascona”, uma das três casas projetadas pelo escritor Pablo Neruda, que recebe este nome em homenagem ao estilo de cabelo de sua esposa.

A capital do Chile também é conhecida por sua vasta cultura vinícola considerada uma das melhores do mundo e pelas várias estâncias de esqui, onde todo ano acontecem competições na neve atraindo turistas de todo o mundo, principalmente brasileiros. Nossa estadia por lá foi bastante divertida, repleta de atividades lúdicas com a neve e a toda hora fazíamos um contraponto do lugar com o centro de Teresina. O bom dessas estações de esqui é que possuem resorts com hospedagem, onde se pode curtir a gastronomia e as várias opções de lazer que a neve pode proporcionar, porém como nosso estilo é mochileiro, nosso bolso também, então nos resguardamos para outras aventuras mais acessíveis e duradouras. Depois de 3 dias desfrutando da capital chilena, era chegada a hora de arrumar as mochilas e seguir viagem.

Próximo destino do Mochileiros do Piauí: Argentina.

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PI na Estrada
Grupo que tem como colaboradores principais Samuel Brandão e Clebert Clark, ambos jornalistas, músicos, caiaquistas e aventureiros, apaixonados por viagens, ecoturismo e expressões culturais.

Autor: Clébert Clark e Samuel Brandão
Fonte: Pi na Estrada

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