• Postado em 21/11/2012    |   8:30

PF deflagra Operação Gangrena para apurar superfaturamento na Sesapi

A operação teve início no final da noite dessa terça-feira (20) e segue pela manhã desta quarta-feira (21) cumprindo mandados de busca e condução coincitiva para interrogatório. A PF apura a compra superfaturada de medicamentos

A Polícia Federal deflagrou a Operação Gangrena que investiga desvio de recursos públicos e a compra superfaturada de medicamentos pela Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi). A operação teve início no final da noite dessa terça-feira (20) e segue pela manhã desta quarta-feira (21) cumprindo mandados de busca e condução coercitiva para interrogatório em Teresina, Parnaíba e Recife, no Pernambuco.

A PF também pediu o bloqueio de bens de alguns servidores que integram o grupo especializado em desviar recursos públicos do Sistema Único de Saúde.

A investigação revela a ação de quatro empresas fornecedoras de medicamentos para Secretaria de Saúde do Piauí, as quais ilicitamente burlaram a licitação empreendida através Pregão nº 096/2009, comprometendo a competitividade à medida que, a compra de medicamentos se deu por menor preço por lote ao invés de menor preço por item, excluindo assim os laboratórios fabricantes dos medicamentos. Estas empresas agiram no sentido de superestimar as necessidades dos hospitais; não entregaram os medicamentos adquiridos, o que se facilmente se depreende pelos indicativos de uso de notas ficais frias e falta de controles rígidos no almoxarifado central da Sesapi.

De acordo com a Polícia Federal, a lucratividade está representada nos quase R$ 7 milhões desviados em proveito do grupo investigado, através de atos de corrupção, envolvendo agentes públicos vinculados a Central de Controles de Licitações – CCEL (SEAD) e Secretaria de Saúde do Estado do Piauí na época do fato. A PF diz ainda que os membros da organização criminosa detêm grande poder de autonomia e representação dentro das específicas áreas de atuação.

A investigação conta com a participação de auditores da Controladoria-Geral da União – CGU. Estão sendo cumpridos 30 mandados de busca e apreensão, 18 conduções coercitiva para interrogatório, 23 Medidas cautelares diversas da prisão (suspensão da função pública (5), suspensão da atividade econômica (11), proibição de deixar o país (7)); bloqueio de contas bancárias e arresto de bens.

Os crimes em apuração são de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, além de outros que possam ser caracterizados no decorrer da investigação.

Uma coletiva está marcada para as 10h, na sede da Polícia Federal em Teresina.

A Polícia Rodoviária Federal também está realizando uma operação para investigar denúncias de exploração de menores.

Primeira operação

Esta é a segunda vez que a Polícia Federal deflagra uma operação para apurar superfaturamento na Sesapi. A primeira ação, intitulada Nosferatu, foi realizada em outubro e desarticulou uma quadrilha especializada em desvio de recursos públicos do SUS (Sistema Único de Saúde), descentralizados pela Secretária entre os anos 2009 e 2012.

A fraude consistia na inserção de empresas de fachada na relação de pagamento da Sesapi, realizado por um servidor lotado em setor estratégico da pasta (Gerência Orçamentária Financeira e Contábeis).

De acordo com a apuração da PF foram realizados pagamentos ilícitos para seis empresas, inclusive para a firma do próprio servidor. Ao todo a quadrilha desviou R$ 10.956.474,09.

Os policiais federais cumpriram 21 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de intimação nas cidades de Teresina, Esperantina, Timon (MA), e Fortaleza (CE).

Aguarde mais informações!

Autor: Portal da Clube

COMENTÁRIOS
almerinda cardoso silva em 21 de novembro de 2012

Fica o questionamento, somente os funcionários são responsáveis?????????

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